(Poesia roubada à minha mulher)
Perpassa o vento, lento
O regato corre a medo, quedo
A mulher pensa e existe, triste
A criança está a chorar, azar
A moto corre veloz, feroz
A gente da droga, manobra
É o natural e o humano
A Natureza, beleza, leveza
A humanidade, crueldade, falsidade
A natureza alegria, policromia, harmonia
Humanidade, constrói, destrói, corrói
O homem, pensou, estudou, cresceu, multiplicou
Pariu, pariu, pariu, expandiu, destrui e acabou
Às vezes queria gritar, falar, "botar discurso"
Outras dormir, calar, hibernar tal qual o urso
E ao acordar descansada, já dentro da Primavera
Brincar com as borboletas
Perseguir uma quimera
Silvina Maria
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